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10/11/2017

Você sabe como a área de compras deve contribuir com a estratégia empresarial?

Saiba como a área de compras contribui com a estratégia empresarial.

Qualquer que seja a organização, ela necessita de algum tipo de suprimento para a execução das suas atividades, dos insumos mais simples aos mais complexos, todos contribuem para a efetivação dos produtos e serviços ofertados pelas empresas, podendo impactar positiva ou negativamente.

Há um consenso que a profissão exercida pelo comprador representa atualmente não apenas a mera aquisição de materiais e serviços para que as atividades da organização não parem, mas traz consigo uma responsabilidade enorme: de fazer com que as aquisições contribuam para a estratégia organizacional e, isso envolve várias questões como, por exemplo, qualidade dos serviços e/ou produtos procurados e o atendimento às especificações, deadline necessário, a capacidade de entrega, flexibilidade do fornecedor, o atendimento desse as normas e padrões legais e, é claro, o preço.

Todos esses aspectos que devem ser ponderados pelo comprador impactarão diretamente no grau de assertividade da negociação e da escolha do fornecedor.

No atual cenário em que os clientes buscam o maior custo benefício nas suas compras, negociar com fornecedores torna-se algo bastante estratégico, pois aquisições e contratos assertivos representam uma das principais frentes responsáveis pela lucratividade do negócio.

 

Mudança de paradigma na área de compras com a estratégia empresarial

A visão do comprador como uma peça-chave na estratégia corporativa faz surgir a seguinte questão: “Qual deve ser o perfil do comprador?”.

Se de fato a empresa entende a importância estratégica relacionada a aquisições, é necessário o comprador possua atributos que permitam uma negociação bem sucedida, resultando em benefícios para a empresa.

Para isso o profissional precisa ter conhecimento do negócio, boa comunicação, habilidade de persuasão, capacidade de decisão, agilidade com números, visão sistêmica, entre outros.

Como é possível perceber, existem diversas variáveis a se considerar na hora de negociar. Quanto maior for o preparo do comprador e as suas habilidades, mais provável o sucesso na negociação, pois além dos aspectos básicos de análise, existe a necessidade de observar questões como a legalidade do fornecedor e da transação, bem como a correta avaliação dos tributos e taxas envolvidas nos contratos, buscando-se evitar custos não identificados previamente ou calculados de forma equivocada, trazendo prejuízos para a companhia.

 

O perfil atual do comprador

Os profissionais da área de Compras que se destacam no mercado e que agregam valor para as suas empresas são os que conseguem analisar na negociação todos esses aspectos, e para isso muitos buscam o aperfeiçoamento profissional visando se especializar em áreas do conhecimento que permitam uma visão mais precisa das minúcias que estão envolvidas nessas transações.

As principais áreas procuradas são a jurídica e a contábil, pelos argumentos a seguir destacados:

 

Contábil

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Há a necessidade de garantir que toda a negociação ocorra dentro dos critérios das leis e normas vigentes, além disso, que sejam também avaliados os impactos financeiros gerados pela carga de tributos, evitando-se assim a existência de tributos adicionais não previstos e/ou obrigações acessórias que podem onerar o negócio, fazer com que a empresa de seja negativada ou que tenha problemas com os órgãos regulatórios.

 

Jurídica

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É preciso que as cláusulas contratuais sejam elaboradas de forma a garantir sua interpretação incontroversa, avaliação de riscos e parâmetros para mitigá-los, além de parâmetros que visem garantir o cumprimento do acordo ou aplicação de penalidades, avaliação da licitude e validade dos dispositivos, levando-se em conta a legislação aplicável.

É bastante relevante para a atuação do comprador negociar e analisar acordos sob a ótica jurídica e tributária, pois gera maior precisão nos acordos além de também aumentar o poder de barganha fazendo com que questões que para muitas empresas são apenas detalhes sejam um diferencial competitivo e uma porta para aumentar a lucratividade.

 

A atuação do comprador na gestão de terceiros

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Especificamente em relação à gestão de riscos com terceiros, o comprador atua com o primeiro agente de prevenção, pois por meio de análises prévias é possível estabelecer parâmetros de atendimentos mínimos pelo fornecedor para que esse entre numa concorrência.

Bem como é no momento da negociação quando deve ser avaliado se o fornecedor está alinhado às normas legais, se os preços praticados cobrem de fato todos os custos com mão de obra e maquinário, ou ainda quais são as responsabilidades impostas pela legislação a empresa tomadora de um determinado serviço, a existência de obrigações em relação aos tributos por parte da contratante, mecanismos de retaliação em caso de descumprimento de cláusulas.

Um dos principais mecanismos de apoio nesse processo de prevenção de riscos ainda no momento da negociação é a análise de Homologação de Fornecedores, a partir da qual os fornecedores são submetidos a uma avaliação de conformidade legal e de outros requisitos estabelecidos pela empresa contratante.

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