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02/09/2011

GOVERNANÇA CORPORATIVA

Na primeira metade dos anos 1990, acionistas despertaram para a necessidade de novas regras que os protegessem dos abusos da diretoria-executiva das empresas, da inércia de conselhos de administração inoperantes e das omissões das auditorias externas.

Desde então, as organizações praticam, de uma forma geral, a filosofia da governança corporativa. Isto é, tendem a demonstrar maior transparência em seus negócios com o intuito de obter maior aceitação e, consequentemente, possíveis investimentos. Entretanto, o grau de compromisso assumido pela empresa é que vai determinar o nível de governança corporativa que ela possui.

Em relação à transparência, o código menciona que, mais do que a “obrigação de informar”, a administração deve cultivar o “desejo de informar”, sabendo que, da boa comunicação interna e externa, particularmente quando espontânea, franca e rápida, resulta um clima de confiança, tanto internamente como nas relações da empresa com terceiros. Ademais, a comunicação não deve se restringir ao desempenho econômico-financeiro, mas deve contemplar também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação empresarial e que fazem parte do processo de criação de valor.

Entre os mecanismos para se obter um bom nível de governança corporativa, podemos destacar os seguintes: 1) utilização de um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) adequado, 2) segregação de funções e 3) auditoria independente e eficiente.

1) A necessidade da integração das informações dentro das empresas se tornou imprescindível para a competitividade e continuidade dos negócios. Dentro desse contexto, fica evidente que a utilização correta de um ERP é de fundamental importância para a ligação de uma empresa com seus fornecedores, clientes e parceiros comerciais. Sem isso, dificilmente os dados e as informações empresariais estarão organizados de forma consistente e não redundante, o que, provavelmente, implicará uma transação pobre de informações dessa organização com os membros da sua cadeia de suprimentos, visto que, por muitas vezes, essas informações trocadas não estarão corretas e atualizadas, tornando bastante complexa a atividade de gerenciar o seu fluxo.

2) Uma das formas mais eficazes de reduzir a susceptibilidade de fraudes é a segregação de funções de atividades-chave dentro de uma companhia. A título de exemplo, caso não haja tal independência nas atividades, é possível que haja casos de funcionários responsáveis pela concessão e aprovação de limites de crédito de fornecedores e/ou clientes, solicitação e aprovação de contratações, requisição e aprovação de adiantamentos, entre outros.

3) A ausência de controles adequados para empresas de estrutura complexa as expõem a inúmeros riscos, erros frequentes e desperdícios. O problema vem com a expansão das organizações no mercado e o desconhecimento de seus administradores da necessidade do auxílio da auditoria interna para obtenção de informações corretas sobre a situação patrimonial e financeira da empresa. O objetivo é demonstrar quais recursos a empresa obtém com o auxílio da auditoria interna para evitar prejuízos irrecuperáveis e conseguir recursos financeiros com qualidade e precisão nas informações prestadas.

A correta implementação desses mecanismos propicia a credibilidade básica que é condição para que a corporação atenda aos requisitos mínimos da governança corporativa.

Em suma, uma sociedade que busca pautar-se pelas boas práticas da governança corporativa acaba por se autopreservar, ganhando, assim, credibilidade perante os terceiros que com ela se relacionam, reduzindo os conflitos de interesse. Dessa forma, os benefícios decorrentes desse sistema podem se manifestar por meio de fortalecimento da imagem no mercado, melhoria no acesso ao capital, retenção de talentos, estímulo ao interesse de investidores, aumento do retorno do investimento, entre outros.

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