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14/09/2017

A importância da homologação e re-homologação de fornecedores

A terceirização de serviços é uma tendência no âmbito empresarial e representa a solução natural para as empresas que, cada vez mais, ampliam sua atuação, pois a partir desse processo a organização pode concentrar maiores esforços nas atividades que mais agregam valor para o negócio.

O sucesso da terceirização, no entanto, vai depender essencialmente da forma como a organização que terceiriza encara esse processo, como esta seleciona seus fornecedores e como os acompanha.

Ao cogitar a possibilidade de terceirização, a organização precisa estabelecer um procedimento para a avaliação prévia do fornecedor, isto é, realizar a homologação dessas empresas.

A Homologação de fornecedores possibilita à organização que pretende ceder parte da execução das suas atividades a terceiros, a oportunidade de conhecer as possíveis fragilidades e riscos da prestadora de serviço.

Quando se busca no mercado empresas para execução de serviços ou fornecimento de materiais, é mais fácil encontrar informações positivas sobre as empresas, pois aspectos negativos tendem a ser minimizados.

Diante do contexto atual, em que não apenas a organização, mas toda sua cadeia de suprimentos é observada de perto pelos stakeholders, homologar fornecedores é mais do que um mero requisito para atendimento a normas legais, se trata de um mecanismo de prevenção, uma ação proativa.

 

Homologação e re-homologação de fornecedores

A importância da homologação e ré-homologação de fornecedores

Na homologação são observados vários aspetos, sejam eles relacionados a preço, capacidade de entrega, capacidade técnica, cumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas, licenciamento, solvência, etc.

Os aspectos que devem ser observados na homologação de fornecedores podem ser classificados nos seguintes grupos:

  1. Aspectos técnicos: habilitação, know-how, clientes já atendidos, cases de sucesso, qualidade e etc.;
  2. Aspectos mercadológicos: preço, disponibilidade, imagem, etc.;
  3. Aspectos legais: regularidade cadastral, licenças/autorizações para funcionamento, regularidade fiscal, certidões, etc.;
  4. Restrições financeiras: dívidas no mercado, protestos, falências, entre outros;
  5. Índices financeiros: dependência financeira, análises de registros contábeis, solvência, endividamento, liquidez, etc.;
  6. Aspectos trabalhistas: processos na justiça do trabalho, regularidade do registro dos trabalhadores, regularidade no cumprimento das obrigações trabalhistas, trabalho escravo, etc.

Os itens avaliados em cada um dos aspectos mencionados devem ser definidos com foco em situações que possam resultar em problemas para a contratante.

Em sua definição, deve contar com a avaliação de especialistas na área de atuação da organização que se pretende contratar, pois conforme varie o ramo de atuação da empresa, também poderá variar a relação de documentos para apresentar.

Um processo de homologação estruturado deve armazenar as informações de homologação dos fornecedores, além de permitir o resgate dessas informações para consultas futuras.

As análises realizadas nos fornecedores irão gerar um relatório que contemplará a nota de cada empresa de acordo com o grau de adequação desta aos critérios estabelecidos na verificação.

Esse relatório deve ser avaliado e considerado na tomada decisão a respeito da contratação ou não do fornecedor.

O processo de homologação deve ser transparente, possuir critérios objetivos e o resultado da avaliação deve, de fato, estar de acordo com o risco da empresa analisada.

Tão importante quanto a aprovação de fornecedores, antes da prestação de serviço, é a re-homologação dos fornecedores que já estão com contratos em trânsito, pois é comum muitas empresas que para participarem de certames para contratação, buscam regularizar sua situação nos aspectos que serão avaliados, mas quando firmam o contrato com o decorrer dos meses, não se mantem regular, comprometendo o trabalho de homologação realizado previamente.

 

Riscos da contratação de fornecedores

A importância da homologação e ré-homologação de fornecedores

Para as empresas que atualmente não realizam a análise de homologação antes da contratação de fornecedores, é preciso destacar os seguintes riscos a que se sujeitam:

  1. Existência de fornecedores que aplicam calotes;
  2. Fornecedores sem capacidade de entregar os serviços contratados por falta de recurso;
  3. Interrupção na prestação por falta de licenciamento e regularidade do fornecedor;
  4. Fornecedores com muitas demandas trabalhistas que podem ser cobradas do tomador;
  5. Fornecedor possui casos de trabalho infantil, escravidão, acidentes e etc.;
  6. Fornecedor sem capacidade técnica e experiência para executar os serviços;
  7. Impacto na imagem da empresa associado às ilicitudes praticadas pelo fornecedor;
  8. Perda de contratos devido à ausência de adequação dos seus fornecedores às exigências legais e contratais.

Como destacado, o custo da não realização da homologação de fornecedores é alto.

As corporações que atuam de forma a não se deparar com eventuais complicações relacionadas aos seus fornecedores, sem dúvidas, devem possuir um procedimento estruturado para selecionar e periodicamente avaliar suas terceirizadas.

Na Gestão de Terceiros, a Bernhoeft apoia seus clientes no processo de homologação de fornecedores e auxilia a mitigar passivos.

 

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