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30/03/2017

Você mensura o índice de risco do fornecedor? Conte com uma Matriz de Risco!

Saiba como fazer a perfeita gestão de riscos com terceiros de sua empresa com uma matriz de risco

A terceirização traz consigo inúmeras vantagens operacionais, econômicas, entre outras, e não é por acaso que existem cada vez mais empresas contando com outras organizações na sua cadeia produtiva. Hoje vamos falar sobre Matriz de Risco.

A decisão por entregar a terceiros parte do processo produtivo, no entanto, deve considerar fatores não apenas associados aos custos contratuais, previstos entre as partes, mas também aqueles não constantes em contratos, porém possíveis, considerando a responsabilidade do tomador de serviços imposta pela legislação quanto aos direitos trabalhistas e previdenciários. E é neste controle que a Matriz de Risco pode ajudar!

Os custos derivados de eventual responsabilização do tomador em reclamações trabalhistas, por direitos não satisfeitos pela contratada ao terceiro, representam um importante indicador para a gestão de riscos com terceiros, servindo inclusive para a avaliação de renovação contratual e até a opção por distrato contratual em casos mais extremos.

O índice de risco da terceirizada é composto por fatores relacionados a diversos aspectos que, se avaliados em conjunto, traduzem o nível de precaução que o contratante deve ter em relação a empresa prestadora de serviço.

Os fatores devem ser detalhadamente analisados e essa análise segue uma ordem cronológica que torna mais proativa a tomada de decisão gerencial a respeito do fornecedor.

Assim os dados para compor o índice de risco do fornecedor podem ser obtidos da seguinte forma:

Dados para compor a o Índice de Risco do Fornecedor

 

 

saiba como adotar uma matriz de riscos

 

1.    Na análise de Homologação:

 

verificação destinada a apurar a conformidade do fornecedor com os requisitos básicos para participar de concorrência. As informações que devem ser levantadas nessa fase dizem respeito a avaliação financeira e fiscal da empresa, como por exemplo: porte da empresa, resultado financeiro, grau de endividamento, regularidade tributária, etc. Nessa fase, também é importante considerar a existência de processos de parcelamento do pagamento de obrigações, além de outras informações que possam sugerir uma situação financeira instável;

2.    Na análise de Mobilização:

 

Nessa fase, observa-se a conformidade do fornecedor quanto as obrigações trabalhistas admissionais e, principalmente, em relação ao atendimento das normas relativas a saúde e segurança do trabalho, no que se refere a realização de exames ocupacionais, recebimento de EPI, participação em treinamentos, entre outros;

3.    Na Auditoria em Campo:

 

Avaliação da manutenção das condições de trabalho, quanto ao ambiente, programas de segurança, práticas proibidas por lei, riscos inerentes a atividade econômica da empresa contratada, rotatividade, etc.; Leia aqui sobre este assunto!

4.    No Monitoramento mensal:

 

Acompanhamento contínuo do fornecedor enquanto seu contrato estiver vigente, avaliando a existência de documentos que comprovam o cumprimento das obrigações trabalhistas, tributárias, previdenciárias, bem como atualizando as informações coletadas na análise de homologação;

5.    Na análise de Desmobilização:

 

Verificação da conformidade dos documentos trabalhistas e previdenciários quando ocorre o término do contrato e desmobilização da equipe de trabalho, considera-se para a análise a entrega dos documentos e guias rescisórias, o pagamento dos encargos e saldos salariais, além de analisar a condição de saúde do trabalhador.

Apurando esses dados sobre as terceirizadas, o contratante pode definir pesos para cada aspecto de risco, como, por exemplo, quanto maior o número de processos trabalhistas, maior pode ser a probabilidade de não serem sanados e, consequentemente, terem que ser quitados pelo tomador, ou seja, oferecendo maior risco.

Após definidos os pesos para todos os aspectos que forem considerados relevantes, as terceirizadas poderão ser avaliadas em todos os requisitos e, a partir disso, possuir um índice de risco.

Elaborando a Matriz de Risco

 

Por fim, quando já estão apurados os índices de risco de todos os fornecedores, é possível elaborar uma matriz de risco, em que facilmente poderá ser visualizado quais aqueles fornecedores que apresentam maior probabilidade de desencadear problemas futuros e, por isso, requerem acompanhamento mais próximo com ações específicas, visando mitigar os riscos.

Dessa forma, o índice de risco da terceirizada representa um importante fator para o acompanhamento do tomador de serviços e deve ser trabalhado junto ao fornecedor para que seja o menor possível, pois tenderá a não trazer impactos para o negócio.

Na Gestão de Riscos com Terceiros, a Bernhoeft avalia os fornecedores em todas as fases da prestação de serviço, gerando insumos para o índice de risco, criação da matriz, fazendo com que sejam evitados custos por passivos trabalhistas.

Entre em contato conosco e faça uma consulta, estamos aguardando!

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