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09/02/2022

Tendências da Gestão de riscos com terceiros para 2022

Nesse material compartilharemos a análise resumida dos principais dados gerados a partir da pesquisa realizada pela Bernhoeft quanto a tendências da gestão de riscos com terceiros para 2022. A pesquisa foi respondida por mais de 180 representantes de grandes corporações que atuam no Brasil, mas também em outros países, e que possuem em sua maioria de 500 e 5000 trabalhadores terceirizados. As respostas foram coletadas entre abril e novembro de 2021.

 

 As áreas que mais se envolvem com o tema

Com base na pesquisa é possível inferir que as discussões sobre a temática de gestão de riscos com terceiros nas empresas já começam a se concentrar numa área especializada, destacando a figura do ponto focal de GRT (28,4%), mas ainda é possível observar a expressiva participação da área de compras (17,7%) e RH/DP (9,6%), percebe-se, porém, um maior envolvimento dos próprios gestores que acompanham e fiscalizam os contratos (15%), superando a área de RH/DP. Importante também destacar que fechando esse TOP 5 das áreas com maior envolvimento com a temática está a segurança e saúdo do trabalho (7,5%).

A partir da avaliação das respostas percebe-se que os departamentos jurídico e financeiro ainda precisam se aproximar mais do processo de Gestão de Terceiros. A falta da integração entre as áreas que lidam com os terceiros e o jurídico impossibilita ações coordenadas para a extração de valor máximo do processo. A seguir temos alguns exemplos reais do que pode ocorrer quando esses times não estão sincronizados:

  1. No monitoramento mensal da documentação o fornecedor que não está comprovando sua regularidade há meses e ainda assim recebe seu pagamento sem sanções, participa de novas concorrências;
  2. A documentação avaliada do fornecedor não é utilizada para subsídios em processos;
  1. Os documentos exigidos dos fornecedores e analisados que não se relacionam com os principais motivos de abertura/perda de processos, acidentes/doenças ou autuações.

Vale reforçar que o Jurídico deveria ser uma das áreas mais participativas, pois é através, principalmente, deste trabalho preventivo que o volume de processos e valores desembolsados sofrerão reduções.

 

O setor secundário lidera a busca por práticas de GRT

O setor econômico secundário que abrange construção civil, indústrias, alimentos, automóveis, energética, entre outros, continua demonstrando que é o mais atento quando o assunto é os seus terceiros. O setor terciário que agrupa serviços, transportes e comércio ocupa a segundo lugar, seguido pelo setor primário (agricultura, mineração e etc.).

 

GRT alinhada com a estratégia do negócio

Um aspecto que tem ganhado bastante força é buscar direcionar os esforços das iniciativas da gestão de terceiros com base na estratégia da organização, ou seja, atuar de forma que os objetivos da GRT impactem positivamente as metas e o resultado esperado pela companhia no semestre, ano, etc. De acordo com a pesquisa aproximadamente 38% das corporações não possuem alinhamento entre a GRT e a estratégia do negócio, o que denota o grande espaço existente para tornar esse processo mais relevante na visão da alta gestão.

Quando o processo de Gestão de riscos com Terceiros não está alinhado a estratégia do negócio, os esforços empregados nas iniciativas juntos aos prestadores de serviços e as empresas terceirizadas provavelmente não estarão mostrando seu verdadeiro impacto na companhia, e então em vez de ser encarada como uma área que traz vantagem para o negócio, ela acaba sendo encarada apenas como uma burocracia necessária e como frente de trabalho que apenas representa custos, sem retorno evidente.

 

Ainda há muito trabalho pela frente

Na pergunta que trabalha a percepção de satisfação da empresa com o desempenho dos fornecedores 63,4% dos respondem alegaram estar satisfeitos ou muitos satisfeitos. Esse número chama a atenção positivamente, para a aparente assertividade na gestão dos riscos e engajamento das terceirizadas no processo, mas por outro lado, considerando que quase 40% das corporações não estão alinhando a contento a GRT a estratégia do negócio, esse número de satisfação, é questionável.

 

Fragilidades que precisam ser sanadas em 2022

A pesquisa permitiu visualizar pontos de fragilidade que ainda estão presentes mesmo nas grandes empresas. Quase 12% dos respondentes não sabiam informações básicas como a quantidade de trabalhadores terceirizados que a sua organização possui. Nota-se também que mais de 10% das empresas (grandes empresas) ainda não possuem um processo formal de GRT, o que representa um enorme risco para essas companhias que ficam mais vulneráveis a passivos trabalhistas, acidentes e doenças ocupacionais, autuações, falência de fornecedor, interdições de obras, etc.

Aproximadamente 36% das organizações não se sentem satisfeitas com o desempenho dos seus fornecedores, esse fato pode estar ligado não apenas a falta de interesse e organização por parte dos terceiros, mas também pela própria ausência de um processo de gestão especializado e bem estruturado por parte da contratante, o que requer uma análise mais profunda sobre pontos de melhoria.

 

Prioridades para 2022

O engajamento dos fornecedores ainda é um desafio, aproximadamente 70% das organizações afirmaram que buscarão em 2022 garantir maior aderência dos fornecedores ao processo, no entanto, curiosamente a necessidade de melhorar o suporte para os fornecedores foi o tema avaliado como menos prioritário. Será que é preciso olhar para dentro primeiro para depois exigir mais?

Os entrevistados entendem que entre os principais riscos que devem ser priorizados na gestão de terceiros estão, por ordem: o trabalhista e previdenciário, segurança do trabalho, financeiro, meio ambiente e o reputacional. Sua organização tem observado esses aspectos?

No top 5 dos temas prioritários da Gestão de Riscos de Terceiros para 2022 estão, por ordem de citação dos representantes das empresas:

  1. Garantir maior engajamento dos fornecedores;
  2. Engajar os gestores de contratos;
  3. Melhorar o resultado do projeto de GRT;
  4. Melhorar a comunicação/interação com o fornecedor;
  5. Mitigar riscos relacionados a COVID.

A análise desse ranking, principalmente, observando a primeira e segunda posição demostra claramente que para que o tema que ficou no terceiro lugar se materialize de fato as organizações precisarão, primeiramente, dispor de modelos, processos e acima de tudo uma cultura que promova a gestão de riscos com terceiros, pois se a organização não consegue mobilizar efetivamente o seu pessoal (gestores de contrato) para entenderem a importância do seu papel no controle e avaliação da mitigação dos riscos trazido pelos prestadores, dificilmente o fornecedor tratará com seriedade esse processo.

É preciso destacar que mesmo não figurando entre os top 5, o tema “diminuir o número de incidentes de terceiros” é visto como alta prioridade por 56,6% dos respondentes, sugerindo que muitas companhias deverão adotar iniciativas e programas para melhorar a performance na prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

A exemplo do tema anterior, o ESG, sigla relacionada a avaliação do nível de responsabilidade e atuação das empresas frente a governança ambiental, social e corporativa, aparece como uma temática bem relevante para 51,6% das empresas, para elas esse tema, integrado a gestão de terceiros será trabalhado com alta prioridade.

 

A tecnologia é um meio para impulsionar o resultado

A incorporação de mais tecnologia no processo de gestão de riscos com terceiros, apesar de ser uma forte tendência para as organizações, é vista mais como um meio do que como um objetivo em si, pois deve servir ao propósito de melhorar o engajamento no processo, deve contribuir para a melhoria do resultado, comunicação e redução de acidentes. Aderir a uma nova tecnologia só por modismo, sem uma correlação de impacto nos resultados da Gestão de Terceiros, principalmente, caso se trate de tecnologias ainda não consolidadas pode não trazer o retorno sobre o investimento.

O que acho dessa análise? Sentiu falta de algo que acredita ser tendência? Comenta aqui! Se você gostou desse material e quer saber mais sobre Gestão de Riscos com Terceiros não deixa de conferir os vários posts que já fizemos, mas se tiver procurando um parceiro que possuam uma solução que traga efetividade para sua gestão de terceiros, conte conosco! Nos siga nas redes.

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Autor: Almir Rocha | Gestão de Terceiros
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