Tendências 2026 na gestão de terceiros: o que vai definir o futuro da GRT
A nova era da Gestão de Riscos de Terceiros (GRT) é feita de dados, tecnologia e colaboração. E o relatório GRT Trends 2026 revela exatamente como essa transformação está acontecendo.
Mais do que mapear avanços, o estudo mostra que as tendências 2026 apontam para um amadurecimento real: as empresas estão deixando de apenas controlar fornecedores para começar a gerar inteligência a partir dessas relações. E isso muda tudo, da eficiência operacional ao papel estratégico da governança.
A seguir, reunimos os principais movimentos que vão moldar o cenário da GRT nos próximos anos.
Inteligência de dados será o novo diferencial competitivo
Se existe uma expressão que resume as tendências 2026, é “inteligência aplicada”.
A GRT está entrando em uma fase em que o controle deixa de ser manual e reativo para se tornar orientado por dados e automação.
O relatório mostra que 67% das empresas já utilizam algum tipo de sistema eletrônico para gerir terceiros, e 42% têm integração parcial ou total com plataformas corporativas (como ERP, RH ou Jurídico).
Mas o dado mais revelador é outro: 46% das empresas já aplicam BI ou inteligência artificial preditiva para antecipar riscos e apoiar decisões estratégicas.
Em outras palavras, a GRT deixa de ser um centro de custo e passa a atuar como uma central de inteligência corporativa. E isso só é possível quando os dados estão integrados, confiáveis e acessíveis, um desafio que ainda exige maturidade tecnológica e cultural.
Automação e IA vão redefinir o ritmo da operação
Entre as tendências 2026 mais fortes está a automação. As empresas estão percebendo que o esforço manual não é sustentável, nem em custo, nem em precisão. A automação vem ganhando terreno em três frentes principais:
• Homologação e cadastro de fornecedores com análise automática de documentos e validação em bases públicas;
• Monitoramento de conformidade, com alertas de vencimentos e painéis de acompanhamento em tempo real;
• Análises preditivas, que cruzam dados históricos e identificam riscos antes que eles se tornem problemas reais.
O uso de IA generativa e analytics aparece como uma tendência emergente para 2026, com crescimento de 6 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Essas tecnologias estão começando a prever padrões de risco e orientar decisões preventivas, reduzindo perdas financeiras e incidentes operacionais.
Em um cenário onde as empresas administram milhares de terceiros, automatizar é a única forma de manter o controle sem perder agilidade.
ESG e governança ampliada ganham protagonismo
A terceira grande força das tendências 2026 é a integração entre GRT e ESG. O estudo mostra que governança, sustentabilidade e integridade estão deixando de ser “valores” e se tornando critérios reais de avaliação de fornecedores.
Empresas mais maduras já incluem indicadores ambientais, sociais e de governança nos processos de homologação, monitoramento e renovação de contratos. Isso significa que a GRT passou a enxergar risco não apenas sob a ótica financeira ou trabalhista, mas também como impacto social e reputacional.
Entre as práticas mais citadas na pesquisa estão:
• Auditorias que combinam riscos financeiros, reputacionais e socioambientais;
• Due diligence ampliada para avaliar aspectos de integridade e sustentabilidade;
• Adoção de KPIs ESG integrados aos indicadores de GRT;
• Programas de diversidade e inclusão com foco na cadeia de valor.
A mensagem é clara: a governança de terceiros será cada vez mais ética, transparente e sustentável. E as empresas que se anteciparem a esse movimento estarão à frente, tanto em reputação quanto em competitividade.
A cultura digital será o divisor entre avanço e estagnação
Mais do que ferramentas, a GRT precisa de mentalidade digital. O relatório GRT Trends 2026 mostra que apenas 18% das empresas afirmam ter uma cultura digital consolidada, enquanto 65% ainda estão em transição.
Isso revela que, apesar de o uso de tecnologia ter crescido, a mudança comportamental ainda é o maior desafio.
Não basta adotar sistemas: é preciso aprender a confiar nos dados, descentralizar decisões e adotar uma postura mais colaborativa e analítica.
As empresas que lideram esse movimento compartilham algumas características:
• Incentivam a inovação contínua e o teste de novas soluções;
• Estimulam o uso de dados para embasar decisões, e não apenas experiência pessoal;
• Quebram silos entre RH, Compras, Jurídico e Operações;
• Investem em capacitação tecnológica e protagonismo das equipes.
No fundo, a cultura digital é o que transforma tecnologia em inteligência, e isso define quem evolui e quem fica para trás.
Profissionalização e novo perfil do coordenador de GRT
Outro ponto alto das tendências 2026 é o fortalecimento do papel do coordenador de GRT.
Ele deixou de ser apenas um executor de processos para se tornar o orquestrador da inteligência dentro das empresas.
Segundo a pesquisa, 34% das organizações já possuem um coordenador dedicado à gestão de terceiros — e o número cresce a cada ano.
Esses profissionais são responsáveis por conectar áreas, interpretar indicadores e transformar relatórios técnicos em ações práticas.
As habilidades mais valorizadas nesse novo cenário incluem:
• Raciocínio analítico e visão sistêmica;
• Domínio de BI e automação;
• Capacidade de comunicação interdepartamental;
• Influência sem autoridade formal, a essência da liderança colaborativa.
Na era da inteligência, o coordenador é o hub que une pessoas, dados e decisões. E é por meio dele que a GRT se transforma de controle operacional em governança estratégica.
Da conformidade à inteligência: a nova maturidade da GRT
As empresas que avançaram em 2025 e 2026 estão atravessando um ponto de virada: a passagem da conformidade para a inteligência.
Isso significa usar dados não apenas para registrar o que aconteceu, mas para prever o que pode acontecer — e agir antes.
O relatório identifica três grandes fases dessa evolução:
• Fase de controle: processos manuais e descentralizados, voltados apenas à regularidade.
• Fase de estruturação: automação inicial, padronização e início da governança entre áreas.
• Fase inteligente: uso de BI, IA e dashboards executivos para decisões estratégicas.
A Fase 3, que marca o início de 2026, mostra que a GRT está finalmente se tornando parte do core da governança corporativa.
O risco deixa de ser um problema operacional e passa a ser um dado estratégico, usado para orientar investimento, priorizar ações e fortalecer a reputação.
O que vem pela frente nas tendências 2026
As tendências apontam para uma GRT cada vez mais digital, colaborativa e orientada por dados.
A pesquisa destaca cinco direções principais para os próximos anos:
• Integração total dos dados de GRT aos painéis de risco e ESG corporativos;
• Uso crescente de inteligência artificial para prever falhas e cruzar indicadores;
• Digitalização completa da jornada do fornecedor, do cadastro ao desligamento;
• Cultura de colaboração entre contratantes e prestadores;
• Lideranças engajadas como patrocinadoras da transformação digital.
Em resumo: a GRT está evoluindo do controle à confiança. O diferencial não será mais quem tem mais fornecedores, mas quem tem mais inteligência sobre eles.
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O relatório completo traz uma análise inédita sobre a maturidade das empresas brasileiras, os indicadores mais usados, o papel do coordenador, as tendências de automação e muito mais.
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As tendências 2026 mostram que o futuro da GRT será definido pela capacidade de transformar dados em decisões e decisões em confiança.
Empresas que unirem tecnologia, propósito e governança inteligente estarão um passo à frente, não apenas controlando riscos, mas criando valor real em cada relação com seus terceiros.

